#3.06 - Relic (1961)
 
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Data de Estreia: 12 de Fevereiro de 2005
Escrito por: Brian Peterson & Kelly Souders
Realizado por: Marita Grabiak
Ato 1 Chamada

Cena externa de uma prisão. Dia. Dentro Lana fala com um senhor, DEXTER MCCALLUM, no hospital da prisão. Ele está visivelmente fraco, tem cabelos brancos e um tubo de oxigênio abaixo de seu nariz.

Lana: Louise McCallum. Ninguém nunca disse muito sobre ela realmente, apenas que eu tive uma tia-avó que morreu jovem.

Dexter: Imagino que eles nunca mencionaram que ela tinha um marido.

Lana: Não. Mas eu não acho que você possa culpá-los. Você foi acusado do assassinato dela.

Dexter: Sim.

Lana: Se você estava tão ansioso para me ver, por que você esperou todos esses anos para escrever?

Dexter: Sua tia Nell. Ela me pediu para não fazer isso.

Lana: Eu não quero ser grossa, Sr. McCallum, mas mesmos se eu acreditasse em sua história, eu não sei o que você quer que eu faça.

Os olhos de Dexter se enchem de lágrimas e sua voz se torna trêmula com tristeza.

Dexter: Eu apenas quero que alguém da família de Louise saiba que eu realmente amei minha esposa, e eu não sou o homem que a matou.

Vemos um flashback do passado e vemos uma arma disparar algumas vezes. Não vemos quem está atirando. Dexter, quando jovem, corre pela porta da frente de uma casa próxima.

Dexter: Louise!

Ele vê outro homem correndo do celeiro. Dexter corre para o celeiro.

Dexter: Louise!

Enquanto assistimos o flashback, ouvimos a voz do velho Dexter.

Velho Dexter: Foi há 42 anos atrás, e eu ainda posso ouvir aqueles tiros.

O jovem Dexter se abaixa no celeiro e pega uma arma no chão. Ele encara horrorizado o corpo sem vida de Louise diante dele, o peito dela manchado de sangue.

Dexter: Louise... [Ainda segurando a arma, ele corre para o lado dela.] Louise! Não!

Ele a puxa para os seus braços e chora. Um jovem policial, BILLY TATE, entra no celeiro.

Velho Dexter: O Xerife Tate chegou.

Tate: Dex! Louise! Vocês estão aqui?

Tate pára em choque quando ele vê Dexter. Vemos o rosto de Louise. Ela é idêntica a Lana.

Velho Dexter: Ele me encontrou com a arma e Louise morta em meus braços.

Tate: Dex... O que você fez?

Dexter balança a cabeça em descrença e segura Louise mais forte.

Velho Dexter: Eu juro a você. Foi o que aconteceu aquela noite.

Volta ao presente, Dexter conversando com Lana no hospital da prisão.

Dexter: Quando eu vi sua foto no jornal, não pude esquecer como você se parecia com Louise.

Lana dá uma olhada num velho jornal amarelado em seu colo. A manchete diz “Beldade Local Assassinada, Uma Comunidade Chocada pelo Assassinato da Esposa Amada de um Fazendeiro.” Tem uma foto de Louise que novamente se parece exatamente igual a Lana.

Dexter: Pensei que se você fosse de qualquer forma igual a ela, você seria a única que poderia entender.

Lana: [Quieta, balançada.] Se você está dizendo que não a matou, então quem fez isso?

Dexter: O homem que eu vi saindo do celeiro, um errante. Ele matou minha Louise.

Lana vira o jornal para ver no fim do artigo. Lá ela encontra um retrato falado da polícia do errante. É igual a Clark Kent.

[Créditos de abertura]


Ato 1 Cena 1

Cena externa do rancho dos Kent. Dia. No sótão, Clark está olhando para a figura do errante enquanto ele conversa com Lana. Ele está de costas para ela.

Clark: O que aconteceu a esse cara, esse errante?

Lana: Eles nunca o pegaram. Dexter disse que as pessoas supuseram que ele inventou toda a história de modo que ele pudesse cobrir seus rastros.

Clark: [Virando para encará-la.] Mas você acreditou nele.

Lana: Bem, por que ele mentiria para mim? Não é como se ele fosse ter os 40 anos da vida dele de volta.

Clark: [Cético.] Lana, assassinos convictos passam metade do dia deles tentando convencer as pessoas que eles são inocentes.

Lana: [Se aproximando de Clark.] Clark, aquele desenho é igualzinho a você. Então, a menos que Dexter pudesse prever o futuro, existe—existe uma chance muito boa que aquele errante fosse real. [Pausa.] Poderia ser seu avô. Até mesmo seu pai.

Clark: [Se afastando de Lana, triste.] É impossível.

Lana: Por quê? Você deve ter vindo de algum lugar. Não é como você tivesse simplesmente caído do céu.

Clark recua. Ele dá uma outra olhada no jornal e percebe um medalhão em torno do pescoço do errante. Ele tem um símbolo Kryptoniano.


Ato 1 Cena 2

Clark e Jonathan entram nas cavernas, procurando as paredes com lanternas. Dia.

Clark: Acho que Lana está certa. É Jor-El.

Jonathan: De 1961?

Clark: Essas paredes dizem que as pessoas de Krypton estiveram aqui antes. Por que não meu pai?

Jonathan: Clark, filho, você não acha que está apenas tentando um pouco mais fundo fazer uma ligação aqui?

Clark: Você viu o medalhão que ele estava usando. O símbolo Kryptoniano.

Jonathan: OK. Vamos dizer que era Jor-El, e de tudo que eu sei sobre ele, não seria ir longe demais acreditar que ele poderia matar alguém.

Clark: Essa é a questão, não sabemos muito sobre ele. Até agora, tudo que Jor-El tem sido para mim é um amigo poderoso distante, mas se ele esteve aqui, andando nas mesmas ruas que eu, talvez não sejamos tão diferentes. Talvez ele seja mais humano do que nós pensamos.

Jonathan: Clark--

Jonathan nota alguma coisa na parede atrás de Clark.

Jonathan: Clark.

Clark se vira e vê uma grande pintura do símbolo do medalhão do errante na parede.

Jonathan: Não é aquilo que você está procurando?

Jonathan sobe em uma saliência perto da pintura e a toca suavemente.

Clark: Eu sabia que já tinha visto isso aqui.

Clark toca a pintura e o símbolo de repente roda. Então a figura se abre revelando um buraco na parede. Clark e Jonathan se olham e então Clark coloca sua mão dentro. Uma luz dourada sai do buraco e Clark é inundado com uma série de imagens que voam tão rápido para se compreender.

Ele vê os lábios de uma mulher, um anel com um T maiúsculo, o errante e Louise se beijando, o medalhão Kryptoniano no pescoço do errante, um homem atacando outro homem do lado de fora do celeiro, o letreiro do Talon mostrando o nome de Natalie Wood, um disparo.

Clark de repente volta ao presente e puxa sua mão do buraco da parede da caverna, de alguma forma chocado.

Jonathan: Clark. Clark!

Clark abre a mão e está segurando o medalhão de prata da gravura.

Jonathan: O que é isto?

Clark não responde, mas olha de Jonathan para a parede da caverna.


Ato 1 Cena 3

Clark e Pete caminham na calçada do outro lado da rua do Talon. Dia.

Clark: As imagens que eu vi devem ser do passado.

Pete: Clark, você realmente precisa deixar de ver televisão até tarde da noite.

Clark: Não estou brincando, Pete. Eu tive todos esses flashes, mas eles vieram tão rápido que eu realmente não pude entendê-los.

Três jovens rapazes passam por Pete e Clark, passando entre eles.

Rapaz: Desculpe.

Clark sai do caminho e coloca o braço em uma caixa de correio. Há uma luz branca e Clark está de repente de volta a 1961. Suas roupas e o cabelo liso refletem o estilo da época e há carros antigos nas ruas assim como música antiga tocando ao fundo.

Clark, como o errante, caminha ao longo da calçada devagar, olhando ao redor. Ele olha para o outro lado da rua para o Talon onde o letreiro diz “Esplendor na Grama, Natalie Wood.” Lana, como Louise, sai do Talon lendo uma revista. O cabelo e as roupas dela também refletem o estilo antigo.

Um homem corre até ela, apontando uma arma e gesticulando para a bolsa dela.

Homem: Me dê!

Louise: Fique longe de mim!

O homem empurra Lana para o chão.

Homem: Me dê o dinheiro! Eu sei que você tem! Me dê!

Eles lutam pela bolsa enquanto o errante assiste tudo acontecer. Ele corre em alta velocidade para o outro lado da rua e agarra o assaltante, jogando-o contra um poste no momento em que um policial para o carro. O errante ajuda Louise a se levantar.

O Xerife Billy Tate sai do carro e agarra o assaltante.

Louise: [Para o errante, encantada.] Meu herói.

Errante: Você não me beija como alguém que geralmente precisa de salvamento.

Lana: Obrigada.

Ele pega a revista que Louise derrubou e a entrega.

Assaltante: [Para Tate.] Você viu aquilo? Ele poderia ter me matado.

Tate: [Empurrando o ladrão para o carro.] Diga isso para o juiz.

Louise: [Para o errante.] Obrigada. Sou Louise.

Errante: Você pode me chamar de Joe.

Louise: Bem, Joe, Você é o que de mais excitante nós tivemos em todos os anos.

Tate: [Para o ladrão, empurrando-o para dentro do carro.] Cuidado com a cabeça.

Quando o ladrão está dentro do carro, Tate fecha a porta e vem até Joe e Louise.

Tate: [Para Joe.] Bem, acho que devemos a você nossa gratidão. Oi, sou o Xerife Billy Tate. Bons reflexos você tem.

Eles se cumprimentam.

Joe: Ele me surpreendeu de certa forma, também.

Tate: Nunca o vi por aqui em Smallville antes.

Joe: Estou apenas de passagem no meu caminho para casa.

Louise: Sorte sua.

Tate: [Gentil.] Perdoe Louise. Ela tem estrela nos olhos. Sempre teve.

Joe: Não há nada de errado nisso.

Joe e Louise dividem outro momento de silêncio quando Dexter chega e salta do carro.

Dexter: Louise?

Louise se vira para Dexter, chateada.

Dexter: Tudo bem?

Tate: Vá para casa, Louise. Sei como Dex odeia perder seu jogo de bridge. Eu passarei lá e pegarei seu depoimento.

Louise: [Para Joe.] Vejo você por aí.

Joe observa Louise enquanto ela vagarosamente caminha para o carro. Ela se vira uma vez para olhar para ele e então entra. Uma vez dentro do carro, ela continua a olhar para ele até que Dexter dá a partida.

Tate: Eu apreciei sua ajuda.

De repente voltamos ao presente onde Clark ainda está com o braço sobre a caixa de correio.

Pete: Clark, o que está acontecendo?

Clark: É como se eu estivesse de volta aos anos 50. Eu estava em pé exatamente aqui onde Joe estava.

Pete: Joe?

Clark: É o nome verdadeiro do errante. Pete, você se lembra quando eu estava na caverna e vi todas aquelas lembranças? [Clark tira o medalhão do bolso.] Acho que esse medalhão me deu todas as memórias dele. Quando eu toco algo delas, ele dispara uma.

Pete: [Cético.] Certo.

Clark: Louise estava aqui também. O errante, ele a salvou.

Pete: Bem, é claro que ele salvou! Clark, de volta ao século 21, nós chamamos isso de sonhar acordado.

Clark: Tem que haver um jeito de descobrir se o que eu vi realmente aconteceu.


Ato 1 Cena 4

Cena externa da Smallville High School. Dia. Dentro Clark sopra a poeira de cima de um velho livro enquanto ele caminha pelo corredor. Chloe está com ele.

Clark: Desde quando você pode tirar os arquivos da polícia da Prefeitura?

Chloe: Desde que eu peguei o balconista e a namorada brincando de policia e ladrão em horário de trabalho.

Os dois sorriem.

Clark: [Abrindo o livro.] Bem, o roubo deve ter sido por volta de junho de 1961. Foi quando o filme estava passando no Talon.

Chloe: OK, eu não tenho a intenção de te interrogar até você falar, mas como você sabe todas essas--

Clark: Chloe, eu te disse que foi apenas um palpite que o errante estava lá.

Chloe: Certo, eu entendi.

Eles entram no escritório da Tocha.

Chloe: Mas é que o assalto na frente do Talon com o filme da Natalie Wood em cartaz é um pouco mais detalhado que a média dos seus palpites.

Clark: Bem, como criadora do Mural do Esquisito, apenas fique comigo nessa.

Clark senta-se à mesa.

Chloe: OK.

Clark: Tem algumas páginas faltando, todas do dia do assassinato de Louise.

Chloe: Alguém tirou D em sutileza.

Clark: [Virando a página.] Aqui, o assalto.

Chloe: Você vê nosso herói errante em algum lugar?

Clark: Não, mas veja o nome do assaltante.

Chloe: [Lendo.] Lachlan Luthor. É—É o avô do Lex.

Clark olha para Chloe desconfiado.

Chloe: Oh, vamos lá, eu tinha um arquivo de 3 megabytes sobre Lex. Eu sei o cereal favorito dele. Talvez ele saiba alguma coisa.

Clark: Bem, você vai ter que descobrir. Eu tenho que encontrar Lana. Nell encontrou algumas coisas de Louise no sótão.

Chloe: Espere, Clark, aqui é onde eu vou ficar segura. A última vez que eu investiguei os Luthors, Lex quase foi assassinado.

Clark: Por favor. Você vai ter que lidar com ele mais cedo ou mais tarde.

Clark sai do escritório da Tocha.


Ato 1 Cena 5

Cena externa da mansão de Lex. Dia. Lex conversa com Chloe na parte de cima do estúdio. Ele está folheando um livro.

Lex: Eu sempre pensei que o talento do meu pai em tirar dinheiro das pessoas foi herdado, mas... eu nunca pensei que pequenos crimes ocorressem na família.

Ele coloca o livro de volta na prateleira.

Chloe: Bem, Smallville não estava exatamente cheio de Lachlan Luthors. Seu avô deve ser o único que foi preso.

Lex: Chloe. Ninguém em minha família pisou os pés nessa cidade até que meu pai comprou aquela fábrica de creme de milho. Um criminoso idoso não está um pouco fora da sua investigação adolescente usual?

Chloe: Bem, essa é por uma boa causa. Lana está realmente preocupada com a tia-avó dela.

Lex: Alguma coisa me diz que você não está aqui por causa da Lana.

Chloe: [Mudando de assunto.] De qualquer modo, nós achamos que Lachlan encontrou o errante, e nós esperávamos que--

Lex: O quê, que minha família sentasse à mesa na festa de Ação de Graças e repartisse histórias de crimes antigos?

Lex senta-se.

Chloe: Sua família não é exatamente uma pintura de Norman Rockwell. Olhe Lex, nós apenas estamos tentando achar o que pudermos.

Lex: Eu queria poder ajudar mais Chloe, mas temo que você tenha chegado ao fim da linha.

Chloe olha para Lex, frustrada.


Ato 1 Cena 6

Clark entra no sótão. Noite. Lana está esperando por ele.

Lana: Hei.

Clark: Oi, Lana. Olhe, Eu realmente sinto muito por ter sido tão defensivo esta manhã.

Lana: Você não tem que se desculpar. Eu praticamente despejei tudo sobre você de uma vez.

Clark: Acho que quando você é adotado, você sonha com o lugar de onde você veio e como eram seus pais biológicos. O maior pesadelo é que eles eram criminosos.

Lana: Com todas as surpresas estranhas que eu tive em minha família, eu sei que não é fácil. [Pausa.] Existem somente algumas coisas de Louise. Mas eu acho que nós conseguiremos encontrar alguma coisa.

Lana senta no sofá onde tem uma pequena caixa esperando. Ela abre a caixa e eles começam a olhar. Por cima tem algumas fotos que Clark pega e olha. Lana pega um pedaço de papel, lê e sorri.

Lana: É uma carta de amor. Dexter deve ter escrito isso. Uau. Quem diria que ele poderia ser tão, um...

Clark: [Lendo a carta sobre os ombros dela.] Ardente?

No fim da carta tem um J em letra cursiva.

Lana: Somente uma inicial?

Lana coloca a carta de volta na caixa apreensiva e eles continuam a olhar os outros itens. Lana tira um colar de pérolas, sorrindo.

Lana: Você poderia?

Clark sorri enquanto Lana vira as costas para ele e levanta o cabelo para ele poder prender o colar no pescoço dela. Assim que Clark toca o colar, ele é jogado de volta ao passado.

Joe está atrás de Louise no celeiro. Dia. As mãos dele estão nos ombros dela e ele se inclina para beijar seu pescoço. Louise se vira para encará-lo, então caminha através do celeiro, puxando Joe pela mão.

Louise: Eu não consegui parar de pensar em você o dia inteiro.

Joe pára Louise e a puxa para ele, beijando-a ardentemente.

Joe: Eu nunca me senti assim com ninguém. Tudo o que sei é que quero estar com você.

Eles compartilham outro beijo intenso. Quando eles terminam, Louise começa a andar novamente, indo até uma pilha de feno perto da parede. Joe vai até ela, virando-a e inclinando-a contra uma viga de madeira. Eles se beijam loucamente, respirando pesadamente enquanto Louise desabotoa a camisa de Joe e a tira pelos ombros. Beijando o pescoço dela, Joe desabotoa a blusa de Louise e ela a despe.

Louise puxa a camiseta de Joe e enquanto ele a tira, eles caem sobre um cobertor no feno, Louise deitada por cima de Joe beijando-o ofegante. Quando o beijo termina, Joe a vira gentilmente de modo que ele fique por cima dela. O medalhão de prata dele pendurado no pescoço, brilha na luz do sol que se infiltra pelas janelas do celeiro. Ele se inclina para beijar Louise novamente, passando o braço por trás das costas dela enquanto ela toca a cabeça dele, passando a mão pelo seu cabelo, e então até suas costas.

Eles fazem mais um contato olho a olho e então Clark volta para o presente.

Lana: Clark?

Clark se levanta e anda para longe do sofá.

Clark: Lana, eu não acho que aquela carta de amor é do marido dela. Eu acho que é do errante. Eles eram amantes.

Lana olha para Clark confusa.

A tela escurece.


Ato 2 Cena 1

Cena externa da LuthorCorp. Dia. Dentro, Lionel e Lex entram no escritório de Lionel.

Lionel: Parabéns, Lex. Foi uma excelente apresentação. O conselho ficou impressionado. Foi um jogo de fumaça e espelhos, mas, um, habilmente feito.

Lionel pega uma garrafa de champanhe que estava esfriando na mesa.

Lex: O que posso dizer? Acho que, uh, o espírito da decepção corre na família.

Lionel: [Sorri.] E o dia acabou num doce começo. [Estoura a champanhe abre e coloca em uma taça.] Um, decepção, huh? Você acha que estou mentindo para você sobre alguma coisa?

Lionel estende a taça para Lex.

Lex: Você me diz. Você sempre descreveu Vovô Lachlan como um trabalhador capitalista que veio da nobreza Escocesa.

Lionel: Em que você está trabalhando, filho?

Lex: Talvez você possa explicar porque Lachlan Luthor foi preso em 1961 por um pequeno furto em Smallville.

Lionel: Nem todos empreendedores podem ter o luxo de serem bem sucedidos e honestos ao mesmo tempo.

Lex: Por que você iria tão longe para esconder nosso passado?

Lionel: Quando eu era, uh, jovem e tentava arduamente conseguir entrar no time dos universitários, rapidamente eu percebi que confessar o fato que eu nasci e fui criado num lugar como Suicide Slum não iria impressionar ninguém num coquetel.

Lionel senta no sofá.

Lex: Então você tomou a liberdade de reescrever a história da nossa família?

Lionel: Exatamente. Por que eu deveria pagar pelos pecados do meu pai?

Lex: [Sério.] Me parece familiar. O, uh, memorial da nossa família é verdadeiro ou eu tenho avós vagando pela Suicide Slum?

Lionel: [Vagarosamente, perturbado.] Não, não, eles... eles morreram em um incêndio no abrigo. [Pausa.] A única razão pela qual estou vivo é porque eu estava fazendo serão em uma – em uma gráfica quando tudo aconteceu. Desde então eu, um, me enterrei no trabalho. Conscientemente.

Lionel sorri por trás de sua tristeza enquanto Lex o olha desconfiado


Ato 2 Cena 2

Clark e Lana entram em um celeiro. Dia.

Clark: Este é o celeiro onde Louise foi atingida.

Clark caminha todo o celeiro tocando coisas e não conseguindo nenhuma reação.

Lana: Clark, já se passaram 40 anos. O que você espera encontrar aqui?

Clark nota uma objeto grande coberto por uma lona. Caminhando até ele, ele puxa a lona revelando um velho carro azul empoeirado. Ele põe as mãos sobre a capota e é instantaneamente transportado para o passado.

Joe está com a mão pousada no carro, agora muito mais azul e brilhante. Louise está inclinada contra o carro, ela e Joe se beijam no celeiro. Noite. O beijo termina quando Louise alcança os botões da blusa.

Joe: Eu tenho que partir esta noite.

Louise: Estarei partindo com você

Joe: Louise, eu te disse que não é possível.

Louise: Não posso mais ficar com Dex, eu não o amo. É com você que eu quero ficar.

Joe: De onde eu venho nós não seríamos aceitos.

Louise: Eu não ligo para o que as pessoas pensam. Eu nunca liguei. [Sorri.] Dex diz que esta é minha maldição.

Joe se aproxima de Louise e toca seu rosto.

Joe: Não, Louise. É uma dádiva.

Louise: Nós não somos tão diferentes, Joe. Eu quero tentar.

Joe dá um passo além dela.

Joe: Isso não era para acontecer. Eu tenho que voltar para casa sozinho.

Louise: Por quê?

Joe: [Virando para encarar Louise.] Porque é o meu destino. Eu não posso mudá-lo.

Joe caminha até Louise e segura seu rosto, desesperado.

Joe: Louise, por mais que eu queira isso, eu não posso ter.

Os olhos de Louis se enchem de água.

Joe: Meu pai me disse que um dia eu entenderia que minhas ações teriam conseqüências. Acho que é isso o que ele quis dizer.

Louise toca o medalhão em torno do pescoço de Joe.

Louise: [Sussurra.] Isto não é justo. Nós deveríamos ficar juntos.

Joe segura Louise nos braços, segurando-a bem junto de si. Lachlan Luthor entra no celeiro segurando uma arma, e Joe o vê.

Joe: Louise.

Joe empurra Louise para fora do caminho assim que Lachlan dispara uma bala atrás da outra em Joe. As balas atingem o peito de Joe, mas não têm efeito. Lachlan e Louise olham chocados. Então Lachlan derruba a ama e corre para fora do celeiro. Louise vagarosamente olha para baixo e vê sangue escorrendo pela sua blusa branca de uma bala que a feriu no peito.

Louise: [Sussurra.] Joe...

Joe se vira para Louise e a ampara no momento em que as pernas dela fraquejam. Ele a ajuda gentilmente a se deitar no chão.

Joe: Não. Louise? Não me deixe.

Louise: [Fraca.] Eu nunca te deixarei. Eu te amo.

Os olhos de Louise se fecham. Ela morre.

Joe: Louise... Não. Não, Louise.

Lágrimas caem dos olhos de Joe e ele puxa Louise para dentro de seus braços.

Joe: Louise...

Volta ao presente. Clark está tocando o rosto de Lana.

Lana: [Nervosa.] Clark?

Clark acorda.

Clark: Eu sei quem a matou.


Ato 2 Cena 3

Lex caminha pelo corredor de sua mansão conversando com um detetive aposentado, MASON. Dia. Ele entrega a Mason um arquivo.

Lex: Os Condomínios Edgecliff. São propriedade da LuthorCorp, mas eu não entendi a relação com os meus avós.

Eles entram no estúdio e ficam ao lado do piano.

Mason: Bem, antes dos condomínios e das cafeterias, este era a pior parte da Suicide Slum. Esta construção... fica no lugar no terreno do abrigo onde seus avós morreram.

Lex olha as fotos do prédio alto ao qual Mason está se referindo.

Lex: Então a história do meu pai é verdadeira. Eles morreram em um incêndio.

Mason: [Sorri.] É, se você chama uma explosão que quebra as janelas de dois quarteirões da cidade de incêndio, sim.

Lex: Me parece que você tem suas dúvidas.

Mason: Eu era detetive naquela área. Naquele tempo, quando eles diziam para você desistir de um caso você desistia. Os donos da favela controlavam a Prefeitura. Bem, estou aposentado agora. Isso realmente não importa.

Mason coloca um envelope sobre o piano.

Mason: Eu acho que você vai achar meus originais bem esclarecedores.

Lex tira os papéis do envelope e dá uma lida neles. Então ele dá uma longa olhada em Mason.


Ato 2 Cena 4

Clark anda pelo corredor da Smallville High School conversando com Chloe e Lana. Dia.

Chloe: Eu não quero jogar água na sua teoria Clark, mas Lachlan Luthor estava na prisão na hora do assassinato.

Clark: Eu sei que foi ele.

Lana: Como? Você não pode esperar que nós continuemos a seguir essas pistas estranhas sem nos dizer o que está acontecendo.

Clark pára do lado de fora do escritório da Tocha.

Clark: É loucura.

Chloe: Você passou a linha da loucura por volta de duas pistas atrás.

Clark: Desde que eu li aquele artigo de jornal eu estou tendo memórias de 1961.

Lana e Chloe trocam um olhar perplexo. Clark abre os braços como se dissesse "eu avisei" e entra no escritório. Lana e Chloe o seguem.

Lana: O quê?

Clark: É como se fosse uma espécie de deja vu.

Chloe: Bem, poderia ser como uma reencarnação? Sabe, como vidas passadas?

Lana: [Cética.] Chloe.

Chloe: Ou, uh, memória genética. A ciência tem a teoria que nós possuímos memórias de nossos ancestrais em nosso DNA.

Clark parece considerar isso.

Chloe: De todo modo…

Chloe olha para a tela do computador

Chloe: Bem seja lá de onde vem suas pistas, elas são misteriosamente acuradas. Vejam isso. Eu pedi pro Ledger me mandar um e-mail do boletim policial do dia que estava faltando no diário.

Clark: [Olhando para a tela.] Lachlan foi solto da cadeia na manhã em que Louise foi assassinada.

Lana: Ele só passou algumas noites preso por assalto à mão armada?

Chloe: [Indo até o armário de arquivos e tirando uma pasta.] É, e olhem o nome do delegado que soltou ele.

Clark: Billy Tate.

Chloe: Carinhosamente conhecido como nosso honorável prefeito William Tate.

Chloe tira uma foto do prefeito Tate do arquivo e entrega a Clark.


Ato 2 Cena 5

Lana segura um porta retrato com a foto de Louise, Dexter, e Billy Tate no dia do casamento de Louise e Dexter. Dia. Ela e Clark conversando com o prefeito Tate em seu gabinete.

Tate: Dex e Louise foram meus melhores amigos. Prendê-lo foi a coisa mais difícil que eu já fiz. [Para Lana.] É impressionante como você lembra sua tia-avó. Alguém já te disse isso?

Lana olha para Tate assustada.

Clark: Prefeito Tate, o senhor se lembra de ter fichado alguém chamado Lachlan Luthor? Ele foi solto no mesmo dia que Louise foi morta.

Tate: É difícil manter os traços de todas as prisões que eu já fiz.

Lana: Achamos que seu amigo Dexter é inocente.

Tate pausa, então ri discretamente.

Tate: Confie em mim, de todas as pessoas foi eu quem quis acreditar nisso mais do que ninguém. Mas, finalmente, eu tive que admitir que não havia errante. Ele criou a história para cobrir a própria culpa.

Clark olha em volta do escritório, notando uma prateleira com a insígnia policial de Tate em exibição. Clark toca a insígnia. Numa prateleira abaixo ele vê um certificado emoldurado declarando Tate prefeito de Smallville. No fim do certificado está a assinatura de Tate. O T cursivo em seu último nome é idêntico ao que parecia ser um J cursivo que Lana achou na carta de amor para Louise. Clark toca o certificado.

Tate: Cuidado com isso, rapazinho.

Tate coloca a mão no ombro de Clark e Clark volta ao passado.

Joe e Louise estão em um carro estacionado ao lado de um milharal e Billy Tate está na janela, tocando o ombro de Joe. Joe se vira.

Tate: Hei, você dois pombinhos.

Louise: Billy, não é o que parece. Foi apenas--

Tate: Claro. [Para Joe.] OK, manda-chuva, saia do carro.

Joe sai do carro.

Joe: Eu não sei qual é o seu negócio, mas--

Tate: [Agarrando Joe pela camisa, ameaçando.] Acho que você abusou das boas-vindas. É melhor você sumir antes que você cause mais encrenca.

Louise sai do carro e empurra Tate para longe de Joe.

Louise: Billy, ele estava apenas me levando para casa.

Tate: É melhor você ter certeza que é isso o que você quer, Louise. Porque eu acho que você está cometendo um grande erro.

Tate entra no carro e sai. Louise se vira para Joe.

Louise: Eu nunca quis me casar com Dexter. Não me leve a mal, ele – ele é um bom homem, ele é simplesmente... seguro. Eu cometi o erro de dizer a meu pai os meus sonhos. Eu quero ir para Hollywood, me tornar uma estrela. Quando eu percebi, ele já estava me colocando com o Dex, dizendo que grande esposa eu seria. [Se vira para longe de Joe.] Finalmente eu cedi. E aqui estou.

Joe: Acho que nossos pais se dariam bem. [Se inclina contra o carro.] Entenda, eu não sou o que você chamaria de o filho modelo. Meu pai me mandou para cá como uma espécie de lição. Eu não queria vir. Agora eu daria qualquer coisa para ficar. Mas eu não posso.

Louise vai até ele.

Louise: Então me leve com você.

Ela puxa-o do carro pelas mãos e o roda algumas vezes fantasiosamente.

Louise: [Rindo nervosamente.] Seríamos como James Dean e Natalie Wood em "Rebelde Sem Causa." Será romântico.

Joe: Acho que você não entendeu. Quando eu disse que eu não era daqui, eu não estava falando de Smallville.

Louise olha para Joe estática, sem entender.

Joe: [Sombrio.] De onde eu venho nós temos cores que você nunca viu. Nossas luas são tão próximas que preenchem metade do céu. Nós tempos pores-do-sol que duram horas.

Louise olha para ele muito seriamente por um momento, então sorri.

Louise: Você quase me pegou. Por um segundo eu estava realmente acreditando em você.

Joe se aproxima devagar e levanta Louise nos braços. Eles mantêm contato visual e podemos ver o céu baixando atrás deles enquanto a lua azul ilumina o rosto deles.

Finalmente Louise olha para baixo e percebe que eles estão flutuando sobre a terra.

Louise: Oh, meu Deus.

Os dois olham para as estrelas enquanto continuam a subir e o medo de Louise se torna um sorriso de prazer. Ela olha para Joe que ainda está olhando para ela com amor nos olhos.

A tela escurece.


Ato 3 Cena 1

Lana e Clark falam com a Xerife Adams enquanto caminham pela calçada. Dia. Adams está segurando um pedaço de papel.

Adams: Então você quer que eu reabra uma investigação que foi arquivada há 40 anos atrás?

Clark: O prefeito sabe mais do que está falando.

Adams: Oh, sim, aquele misterioso errante de vocês.

Clark: Achamos que o Prefeito Tate fez um acordo de retirar as acusações de Lachlan Luthor se ele matasse o errante. Eles iriam colocar toda a culpa em Dexter.

Adams: Bem você daria um grande contador de histórias, Sr. Kent, mas não um bom detetive. [Ela devolve o papel a Clark.] Veja bem, eu precisaria de duas pequenas coisas chamadas motivo e evidência antes que eu leve o líder da nossa comunidade para prisão.

Clark tira a carta de amor de Louise do bolso.

Clark: Veja. A caligrafia no certificado da polícia combina com esta carta de amor. É a mesma assinatura.

Lana: Ele também estava apaixonado por ela. Com o errante fora do caminho e Dexter preso por seu assassinato, o Prefeito Tate poderia tê-la para si próprio.

Adams: Eu não sei se vocês crianças podem se ouvir, mas vocês deveriam ser mais cuidadosos sobre quem vocês estão acusando. Se vocês me permitirem eu tenho alguns casos deste século para atender.

Xerife Adams entra em seu carro.


Ato 3 Cena 2

Jonathan tira algumas jarras de pêssego de um caldeirão fervendo de água no fogão e os carrega até a mesa da cozinha onde Martha está enchendo mais jarras. Dia.

Jonathan: Martha, nós não podemos nem dizer se essas visões são reais. Quero dizer, pelo que sabemos, elas podem ser apenas um outro teste de Jor-El.

Martha: Jonathan, quando foi que você viu Clark tão determinado sem razão? Sei que é difícil, mas nós não podemos culpá-lo por querer saber mais sobre seus pais biológicos.

Jonathan: Todas as vezes que ouço o nome Jor-El, tudo o que posso pensar é que não somos seus verdadeiros pais. Somos apenas as pessoas que tiveram a sorte de encontrá-lo, e isso é tudo.

Martha: Mas no momento ele está aqui conosco.

Jonathan: É.

Clark entra.

Martha: Clark. Você teve mais alguma visão?

Clark olha de Jonathan para Martha incerto.

Clark: Não.

Jonathan: Ouça, filho, eu, uh, eu sinto muito ter duvidado de você. Se você quiser, nós podemos ir até o celeiro de McCallum, ver se você esqueceu alguma coisa.

Clark olha sobre o ombro de Jonathan e nota alguma coisa na parede.

Martha: O que é?

Eles vêm um rifle pendurado na parede.

Clark: É a arma do vovô. Eu a vi na caverna quando eu tive minha primeira visão.

Jonathan tira a arma da parede e entrega a Clark. Ele a toca e tem outra visão.

Joe está inclinado sobre um barril do lado de fora de uma fazenda. Um homem caminha até ele e o atinge do lado com o cabo da arma e então no rosto. Joe agarra o rifle e o tira das mãos do homem, empurrando-o para o chão. Joe aponta o rifle para o homem.

Joe: Eu não quero nenhum problema. Estou apenas cortando caminho pelo seu campo.

Homem: Calma aí, filho. Você já tem um assassinato nas costas se você é aquele que a cidade inteira está procurando.

Joe: Eu não fiz aquilo. [Joga a arma de volta para o homem.] Eu não sou um assassino. Eu a amava. Eu jamais a machucaria. Você tem que acreditar em mim.

O homem se levanta devagar e estende a mão para cumprimentá-lo.

Homem: Sou Hirum. Hirum Kent.

Joe pega a mão de Hirum. De volta ao presente onde Clark ainda está tocando o rifle.

Jonathan: O que é?

Clark: O errante esteve aqui. Ele esteve aqui na fazenda com o vovô Kent.

Jonathan olha rapidamente para Martha que parece confusa.

CORTA PARA Jonathan colocando no chão do sótão um baú. Clark e Martha estão lá.

Jonathan: Eu não abro isso... desde o dia que meu pai morreu.

Martha: Talvez alguma coisa daqui trará outra memória.

Jonathan abre o baú. Ele coloca a mão e retira um cinto com uma grande fivela.

Jonathan: Clark, seu avô usou esta coisa velha todos os dias da sua vida.

Jonathan ri discretamente enquanto Clark pega o cinto.

Jonathan: Era seu cinto favorito.

Martha: [Para Clark.] Queria que você o tivesse conhecido. Reconhece alguma coisa das suas visões?

Clark vê uma jaqueta de couro marrom e a pega. Ela o manda de volta ao passado onde Hirum está ajudando Joe a vestir um casaco na cozinha. Noite. A Sra. Kent entrega a Joe sua própria jaqueta que é a de couro marrom.

Sra. Kent: Pelo menos você não vai ficar na rua muito tempo se eles pararem você.

Hirum: Eu sei todas as estradas escondidas. Nós as pegaremos.

Joe: Eu aprecio a sua ajuda, mas eu encontrarei o meu caminho sozinho.

Hirum: Eu não vou te mandar lá para fora sozinho. Tem certeza que os seus amigos vão aparecer?

Joe: Eles estarão lá.

Joe passa por Hirum e abre a porta da cozinha.

Hirum: Você é bem-vindo para ficar e tentar esclarecer tudo.

Joe: Eu não tenho mais motivo para ficar.

Sra. Kent: Tenha cuidado.

Hirum: [Colocando uma mão sobre a barriga da Sra. Kent.] Tchau, Gene.

Vemos que a Sra. Kent está grávida e Hirum está falando com seu filho.

Sra. Kent: O nome dele é Jonathan.

Hirum: [Para Joe.] Nós ainda estamos decidindo.

Hirum beija a Sra. Kent no rosto, então toca Joe no ombro.

Hirum: Vamos, vamos lá. [Sai.]

Joe: [Para a Sra. Kent.] Obrigada.

A Sra. Kent acena e Joe a entrega sua jaqueta de couro. De volta ao presente.

Clark: Vovô o ajudou a escapar.

Jonathan: Agora, veja, eu-eu gostaria de acreditar em você, Clark mas--

Clark: Ele queria te chamar de Gene.

Jonathan olha para Martha, chocado.

Jonathan: [Quieto.] Por causa de Gene Autry. Nós tínhamos todos os seus discos, mas... finalmente mamãe ganhou.

Martha: Hirum era um ótimo julgador de caráter, Jonathan. Não acho que ele ajudaria um homem culpado.

Jonathan: Bem, não acho que uma jaqueta velha de bombardeiro vá provar alguma coisa.

Clark: Eu não tenho tanta certeza disso.

Clark olha da jaqueta para Jonathan como se uma idéia estivesse se formando em sua cabeça.


Ato 3 Cena 3

O Prefeito Tate está em sua casa, sentado diante de uma lareira enquanto lê um livro e toma um gole de um copo de brandy. Noite. Uma bola de fogo de repente voa através da sala para dentro da lareira, acendendo o fogo. Tate se levanta do seu assento e olha para o fogo, confuso.

O vento começa a soprar pela sala fazendo com que os papéis sobre a mesa dele farfalhem. Ficando mais assustado, Tate vai até o interruptor na parede e o toca para cima e para baixo, chamando a polícia. De repente, um homem entra na sala e ouvimos sua voz.

Homem: Xerife Tate.

Tate se vira, apavorado e vê Clark vestido como Joe com a jaqueta marrom, o medalhão e o cabelo liso no estilo de 1961.

Tate: Sr. Kent. Não sei como entrou aqui, mas eu não acho isso muito divertido.

Clark: Acho que o senhor me confundiu com outra pessoa.

Tate: A polícia está a caminho.

Tate se afasta de Clark para caminhar até a lareira. Quando ele se vira, ouvimos um ruído de ar e quando Tate se vira, Clark já está na frente dele. Tate dá um passo atrás com medo, olhando para o medalhão em torno do pescoço de Clark.

Tate: Onde você conseguiu isso?!

Clark: [Calmo, seguro.] Eu sabia que você se lembraria de mim.

Tate: Isto não pode ser real.

Clark: Você fez um ótimo trabalho escondendo o que é real. Eu sei que você fez um acordo com Lachlan para me matar. [Se aproximando, intimidando.] Mas como você se sentiu quando descobriu que ao invés disso você matou Louise?

Tate: Era para ser você!

Tate vai até sua mesa e pega uma arma da gaveta. Ele atira algumas balas em Clark, mas Clark se livra de todas, se movendo em alta velocidade. Tate abaixa a arma, horrorizado.

Clark: Você não pode me matar, eu já estou morto.

Tate: Mãe de Deus!

Clark: Se você quiser algum outro dia de paz, você vai confessar o que você fez à Xerife.

Tate: Não! Eu não vou para prisão!

Tate aponta a arma para a própria cabeça e um olhar de pânico passa pelo rosto de Clark. Tate engatilha a arma e Clark vai até ele em alta velocidade, tirando a arma da mão dele.

Clark: Você não vai se livrar do jeito mais fácil.

A porta do escritório abre e Clark sai de vista em velocidade. Xerife Adams e outro policial entram, seguram suas armas em punho.

Adams: Prefeito Tate. O senhor está bem? Nós recebemos o alarme silencioso.

Tate: Ele está tentando me matar!

Adams: Quem?

Adams e o policial olham em volta, mas não vêem ninguém.

Tate: [Triste, desesperado. ] Era para Lachlan matar o errante. Eu nunca quis machucar Louise. Eu a amava.

Adams olha para Tate, surpresa.

A tela escurece.


Ato 4 Cena 1

Cena externa da prisão. Dia. No hospital da prisão, Lana ajuda Dexter ir para uma cadeira de rodas. Ele está vestido com roupas normais. Uma enfermeira está atrás da cadeira.

Dexter: Eu nunca esperei ver este dia. [Sorri.] É tão difícil acreditar sobre Billy. Você sabia que ele veio me visitar todos os domingos nos primeiros dois anos que eu estava aqui?

Lana: Sinto muito. Sei que ele era seu amigo.

A enfermeira começa a empurra a cadeira devagar e Lana caminha ao lado de Dexter.

Dexter: Acho que sempre soube como ele se sentia em relação a Louise, mas eu nunca imaginei que ele poderia fazer uma coisa dessas. E confessar depois de todos esses anos. Não faz nenhum sentido.

Lana: Talvez isto estivesse assombrando ele.

Dexter: É horrível quando o amor te consome e você fica cego. Eu era tão apaixonado por Louise que eu não consegui enxergar que ela não sentia o mesmo por mim. Eu queria ter tomado conhecimento disso para deixá-la ir.

A enfermeira leva Dexter e Lana fica onde está, triste pelas palavras de Dexter.


Ato 4 Cena 2

Lex que está sentado fala com Lionel que está em pé no estúdio de Lex. Noite. Lionel está olhando uma pilha de papéis.

Lex: A explosão se originou no apartamento de sua família. Havia traços de nitrato de amônia, pai. A morte dos seus pais não foi acidente.

Lionel: [Acuado.] Eu sempre suspeitei disso. Eu--oh... [Senta.] Eu sabia que meu pai tinha inimigos, mas uh...

Lex: Não é o que você disse à polícia.

Lionel: Eu era jovem, mas não ingênuo. Eu sabia automaticamente que quem quer que tenha feito aquilo estaria de olho em mim.

Lex está silencioso, pensativo. Ele se levanta do seu assento.

Lex: Então você sabia que eles tinham sido assassinados. Não é do seu feitio deixar passar a chance de uma vingança.

Lionel: Eu não tinha recursos. Eu não podia persegui-los.

Lex: Então. E os últimos 30 anos?

Lionel: Eu não podia trazê-los de volta. Não havia nada que eu pudesse fazer, então... eu escolhi seguir o meu caminho, esquecer tudo isso.

Lex: Mas você não pode, pode?

Lionel: Não. [Levanta.] Te devo minha gratidão, filho. Seus avós foram assassinados. Eles merecem justiça. Oh, eu fui tão tolo. Sempre pensei que o assassinato deles poderia ficar enterrado no passado.

Lex olha intensamente nos olhos de Lionel e coloca as mãos em seus ombros.

Lex: Nós dois sabemos que isso não vai acontecer até que a gente encontre quem fez isso.


Ato 4 Cena 3

Clark está no sótão. Noite. Lana entra.

Lana: Clark?

Clark: Lana, como está Dexter?

Lana: Acho que está aliviado por ter limpado o nome da família dele.

Clark: Particularmente, acho que eu estaria mais aliviado sabendo que eu não seria mais trancafiado.

Lana: Não tenho muito certeza por quê, mas acho que Dexter tem que agradecer a você pela liberdade dele.

Clark: Foi você quem acreditou nele.

Lana: É. Ele estava errado sobre o errante.

Clark: Não tenho tanta certeza que ele estava. Nada teria acontecido a Louise se ela não tivesse se apaixonado por ele.

Lana: Eu sei que o que Louise fez foi errado, mas eu não consigo deixar de pensar que ela teve sorte. Mesmo que tenha sido somente por uns poucos dias, ela soube o que é realmente estar amando.

Clark: Pena que não pôde durar.

Lana: E se isso não for o caso? [Pausa.] Talvez você tenha que agradecer pelo tempo que você passa junto e parar de imaginar o que poderia ter sido.

Lana tem lágrimas nos olhos. Ela pisca e olha para o longe.


Ato 4 Cena 4

Clark e Jonathan estão nas cavernas. Noite. Clark está olhando para o símbolo na parede que combina com o medalhão.

Jonathan: O que é, Clark? O que estamos fazendo aqui?

Clark segura o medalhão nas mãos.

Clark: Não tenho certeza.

Clark toca o símbolo na parede e tem uma visão. Joe e Hirum estão na caverna. Joe está segurando o medalhão.

Hirum: O que você está fazendo com esta coisa?

Joe: Eu deveria devolver isto para meu pai, mas existem muitas memórias ruins nele. [Joe aperta a mão de Hirum.] Obrigada, Hirum.

Hirum: Geralmente eu consigo reconhecer um homem honesto quando eu vejo um. Lamento se você se meteu em confusão aqui. Existem muitos caras legais em Smallville.

Joe: Eu me lembrarei disso. Parabéns pelo bebê. Ele tem sorte de ter vocês como pais.

Hirum: Se tiver alguma coisa que você precise, você sabe onde me encontrar.

Hirum sai da caverna. Joe olha o medalhão em sua mão, então se vira para a parede da caverna. Ele tira do bolso um disco octogonal, idêntico ao da nave de Clark. Ele o segura em frente à parede da caverna e focaliza-o. Os pequenos símbolos na chave se acendem e a pintura do medalhão aparece na parede. A pintura se abre e Joe coloca o medalhão dentro, fazendo com que fachos de luz dourada e fumaça saiam dele. Quando ele retira a mão, o buraco se fecha.

Volta ao presente.

Jonathan: Clark. O que você viu?

Clark vira as costas para Jonathan.

Clark: Ele enterrou isso aqui porque ele não queria que seu pai o pegasse. Ele funciona como uma espécie de diário. Acho que Jor-El foi mandado como alguma espécie de rito de passagem. Vovô Kent esteve aqui também. Ele disse a Joe que se houvesse qualquer coisa que ele precisasse...

Longa pausa. Jonathan se aproxima de Clark.

Jonathan: O que é, Clark?

Clark: Não acho que você e mamãe tenham me achado por acidente.

Ele se vira.

Clark: Acho que vocês foram escolhidos.

A tela escurece.